Nessa semi-noite de quinta, nem escura e nem clara, tonalidade
média que me agrada um tanto quanto... Fico pensando sobre o significado de
músicas que me consomem conforme os anos vão passando.
Também percebo que meu gosto musical ultimamente anda bem...
Romântico, pouco melódico, com uma bateria bem seca, um baixo predominante,
ainda mais se for acompanhado de um bom violão que me deixe calma e ao mesmo
tempo pensativa. Pensamento este, que voa rápido e bem longe.
Enquanto a batida me leva de encontro a você, nem o som do vocal
faz-me sentido nesse momento, o som do violão me conforta, enquanto os acordes
de guitarra me fazem sorrir por dentro, pois minha boca esta acompanhando a
letra, e os estalos dos meus dedos estão ocupados, com a bateria claro.
Meus gostos musicais antigos, fora de mora ou até mesmo cafonas,
me confortam durante esta semi-noite, me deixam atenta à poesia cantada...
Tentando decifrar o sentido das mesmas.
Da poesia revoltada de Cazuza, que faz minha boca mexer
constantemente, pulo para o romântico som de Vanessa da Mata, que me leva para
bem longe da cama. Porém sinto-me pausada, e avanço para o balanço de Frejat,
que fazem meus dedos doerem de tantos estalos... A guitarra predominante de
AC/DC lembra-me que existe um louco aos berros na próxima faixa me aguardando
na selva, onde sou bem vinda, segundo Axl Rose.
E assim conforme as músicas vão passando, meus dedos já não querem
o som da bateria, minha boca já não consegue acompanhar a voz de Dinho Ouro
Preto, vejo-me rendida pelo sono...
Dormi.
Acordo na madrugada, despertada pelos gritos de Ozzy, que me fazem
perceber que já é semi-dia.
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